AgronegócioNacional

Boi gordo: demanda fraca mantém preços estáveis no Brasil

O mercado físico de boi gordo manteve preços firmes nesta quarta-feira, 24, seguem encontrando grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, em um ambiente ainda pautado pela escassez de oferta de animais terminados, a demanda de carne bovina segue como contraponto, impossibilitando movimentos de alta mais agressivos neste momento.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o consumidor médio não consegue absorver novos reajustes da carne bovina e simplesmente migra para proteínas mais acessíveis, justamente o caso da carne de frango. “Também há grande expectativa em torno do potencial de importação da China com todas as notícias de recomposição do plantel doméstico que vem ganhando corpo nas últimas semanas”, assinala Iglesias.

O Analista de mercado da Agrifatto Yago Travagini também acrescenta que o fim do feriado do Ano Novo Lunar na China pode ser favorável ao mercado brasileiro. “O fim das festividades representa um novo ciclo. Já tivemos algumas compras chinesas na terceira semana de fevereiro e temos um panorama favorável para exportação de carne bovina”, destaca.

Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 a arroba, ante R$ 303 – R$ 304. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 295, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores chegaram a R$ 303 a arroba, inalterada.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, não há espaço para movimentos robustos de alta mesmo durante a primeira quinzena do mês. “O fato é que o consumidor brasileiro permanece descapitalizado. As exportações seguem como uma incógnita em 2021, avaliando as notícias de recomposição do plantel de suínos que partem da China, o que teoricamente resultaria em uma menor necessidade de compras”.

Com isso, o corte traseiro seguiu com preço de R$ 19,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.

Fonte: Canal Rural

Botão Voltar ao topo