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Destroços do foguete chinês caem no Oceano Índico após reentrada

A saga do foguete chinês descontrolado chegou ao fim na última noite de sábado (08). Após minimizar os riscos de quaisquer danos à vida humana potencialmente causados pelo descontrole do Long March-5B, a China divulgou que os destroços da espaçonave aterrissaram no Oceano Índico, ao oeste das Ilhas Maldivas.

Os cálculos eram imprevisíveis — contando com chances mínimas de impacto no território brasileiro, as autoridades haviam proferido que a maior possibilidade era de uma reentrada e impacto sobre a dominante região oceânica do planeta.

Conforme divulga a mídia estatal chinesa, o foguete chegou perto de ser desintegrado na própria atmosfera terrestre devido às colisões com partículas atmosféricas que reduziam sua massa e tamanho. Precisamente, o corpo caiu em coordenadas de 2,65º ao norte e 72,47º ao leste às 02h24 do Horário em Greenwich (22h24 do sábado, no horário de Brasília).

Detalhes sobre uma possível contaminação e outros prejuízos ambientais não foram deduzidos pelas autoridades, contudo, pode-se presumir que, considerando o fato de utilizar matéria renovável como combustível, o foguete não represente ameaças à vida marinha.

Sem tripulação, o Long March-5B decolou da ilha chinesa de Hainan no dia 29 de abril com o módulo Tianhe, base que se tornará o alojamento de uma estação espacial chinesa permanente. Projetos com foguetes semelhantes deverão prosseguir na agência chinesa para exploração de planetas vizinhos e novos estabelecimentos em órbita terrestre.

Foto: Ilustrativa

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